Quem não se cobra, sobra,
quem não tenta, lamenta
Pra toda ação, uma reação
e pra quem é inerte, tédio e morte
Não vou perder o embalo,
não me canso e não me calo,
pode desconfiar do que eu falo,
mas eu não paro e nem me abalo
Minha vontade sempre foi forte
e eu não vou depender de sorte,
sigo de encontro ao meu norte,
quem não se move, espera a morte
Não vou perder o embalo,
não me canso e não me calo,
pode desconfiar do que eu falo,
mas eu não paro, eu vou no talo
Cheguei até aqui,
pra que eu vou parar agora?
Quem sabe é sábio
e quem sabe faz a hora
A minha alma é vertical,
minha vontade é implacável,
minha paciência, surreal
e o meu sonho, inominável
Não vou perder o embalo,
não me canso e não me calo,
e eu não vou deixar meus sonhos
descerem pelo ralo
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