quinta-feira, 20 de março de 2014

No Embalo

Quem não se cobra, sobra,
quem não tenta, lamenta
Pra toda ação, uma reação
e pra quem é inerte, tédio e morte

Não vou perder o embalo,
não me canso e não me calo,
pode desconfiar do que eu falo,
mas eu não paro e nem me abalo

Minha vontade sempre foi forte
e eu não vou depender de sorte,
sigo de encontro ao meu norte,
quem não se move, espera a morte

Não vou perder o embalo,
não me canso e não me calo,
pode desconfiar do que eu falo,
mas eu não paro, eu vou no talo

Cheguei até aqui, 
pra que eu vou parar agora?
Quem sabe é sábio 
e quem sabe faz a hora

A minha alma é vertical,
minha vontade é implacável,
minha paciência, surreal
e o meu sonho, inominável

Não vou perder o embalo,
não me canso e não me calo,
e eu não vou deixar meus sonhos 
descerem pelo ralo

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